Há se pudesse me
transformar, Me transformaria em brisa e correria atrás do vento que sopra em
sua direção.
Se pudesse mudar,
mudaria para dentro do seu ser. Possuiria seu coração, seria controladora de
cada pulso ou impulso. Teria o poder sobre as sensações e reações. Seria ali o
ditador, tirano; Seria você, por misericórdia às vezes. E por mim
seria apenas desejos, os meus, sem mais. Conheceria cada uma de
suas ânsias e reflexões, os mais minúncios sentimentos.
Suas veias e artérias por elas fluiria como sangue levando oxigênio
e ritmo ao corpo fazendo-o dançar segundo o meu compasso. Dois pra lá, dois pra
cá. Precisava declarar o meu eu, estava perdido e já não sabia mais aonde
procurar. Quando então desisti, ele se deu, estava em ti, e foi só ai que
descobri que já não era mais eu.
Título: Pobre, pobre de marré deci.
Sou pobre, pobre de marré e também de deci. Sou pobre nos gostos, nas vestes,
nos pedidos, nos sonidos. Sou pobre no verbo, na alma, e me sinto assim. Mas
um dia descobri que bem aventurados eram os pobres, feliz de mim! Para alguma
coisa servi, ainda que seja para ser tão pobre assim. Ai minhas raízes,
ah! Vem tudo dai. Da mistura do pobre do pardo, do preto, assim nasci. Do
horror as minhas origens me subverti. Agora canto feliz, não é um canto lírico,
nem um canto grupado. És apenas um canto, um canto meio caiado, de quem
aprendeu que a vida é bela. É um canto repente de
quem improvisa diante de gente, e da miséria. Quero então as ruas
cálidas de gente, e que sejam pobres assim como eu. Quero os bairros bucólicos
dos mesmos como eu. Quero novos amigos, para compartilhar o que de melhor
aprendi. Quero mesmo apenas ser feliz. Ter a minha família unida, ter
ela assim, bem perto de mim.
Título: Pobre, pobre de marré deci.
Sou pobre, pobre de marré e também de deci. Sou pobre nos gostos, nas vestes, nos pedidos, nos sonidos. Sou pobre no verbo, na alma, e me sinto assim. Mas um dia descobri que bem aventurados eram os pobres, feliz de mim! Para alguma coisa servi, ainda que seja para ser tão pobre assim. Ai minhas raízes, ah! Vem tudo dai. Da mistura do pobre do pardo, do preto, assim nasci. Do horror as minhas origens me subverti. Agora canto feliz, não é um canto lírico, nem um canto grupado. És apenas um canto, um canto meio caiado, de quem aprendeu que a vida é bela. É um canto repente de quem improvisa diante de gente, e da miséria. Quero então as ruas cálidas de gente, e que sejam pobres assim como eu. Quero os bairros bucólicos dos mesmos como eu. Quero novos amigos, para compartilhar o que de melhor aprendi. Quero mesmo apenas ser feliz. Ter a minha família unida, ter ela assim, bem perto de mim.
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