Enquanto um estende a mão,
O outro encolhe com razão,
E se um da de coração,
O outro guarda com convicção,
Escondido a sete chaves,
E a sete mãos.
Os que morrem, o que levarão?
E se a vida é feita de batalhas,
E estas passam,
Precede,
Para aos que perecem,
Nesse tempo que mede,
Que vai de um segundo a uma centena,
Nesta nossa vida passageira,
As pessoas queridas que se vão,
Sem que a gente queira,
Corta a carne,
Como a um membro da mão,
E leva junto, um pedaço do coração,
Aquelas lembranças ainda de quando pequenos,
Um sopro, uma lembrança, uma emoção...
Da casa, do quintal do portão...
A infância no pé de manga, Embu, e feijão,
da bola de gude, do vôlei, o futebol na beira da rua, em frente ao portão.
A poeira subindo, a lasca que saio do dedão,
Lembranças essas de um tempo que foi bom.
E os outros que já de partida vão,
Pressentem despedida,
Sentem que o tempo se esgota no dia a dia,
E ele o tempo, essa dádiva da vida,
Se esgota... e me lembrei que um dia chegará a nossa hora, também.
Hora de despedida,
Hora que,
Teremos que superar as lembranças bonitas,
E encarar o medo que carregamos desta partida,
Que precede,
A morte tão temida

Para dona Vita

Comentários

Postagens mais visitadas