O racismo é uma prática que advém da diversidade do individuo e jamais poderá deixar de existir



O racismo que permeia todos os âmbitos sociais em todas as suas esferas, multifacetado vem oprimindo a milhares de pessoas no Brasil e no mundo inteiro, por muito tempo, e nunca deixará de existir.
Compreender que historicamente os negros foram vistos como raça inferior, trazidos aos milhares de seus territórios de origem, para a América e para tantos outros países do mundo como mão de obra gratuita que seria utilizada para os fins dos colonizadores, ainda que estes homens e mulheres não suportassem tal labuta, seus algozes ainda teriam muitos outros para a substituição dos que não aguentassem o trabalho a qual seriam forçados e submetidos, quando necessário. Escravizados e forçados a executar o que lhes eram determinados, além das diversas outras formas subservientes o qual seriam submetidos. Escolhi começar a partir do viés da indignação ao conceito geneticista ao da raça dita inferior a uma reflexão mais precisa e coerente sobre o que sofreram e sobre o preconceito o qual viveram e foram subjugados. Os negros classificados como pessoas inferiores em capacidade intelectual aos brancos, até a violação ao direito de igualdade de direitos que foi ferida, quando do ato discriminatório e dominador, remetendo a uma ideia precoce de superioridade e hegemonia caucasiana sobre o povo preto.
Todo esse preconceito histórico se iniciou no momento em que os europeus saíram de seus países já com o objetivo de encontrar novos territórios e recursos naturais a serem somados a seus bens. Quando se encontraram necessitados de mão de obra que executasse o trabalho de maneira eficiente e mais perto da gratuidade, mais viável seria. A contenção de gastos e consequentemente o aumento dos lucros, faria dessa prática a lógica da acumulação de riqueza e capital. O trabalho escravo e a pilhagem seria o caminho a ser percorrido pelos ditos, povo de étnica branca, raça superior. Neste momento até os dias de hoje, nos setores da sociedade são observados casos de descaso com a necessidade de ações afirmativas e compensatórias, as punições e pressões raciais históricas ao quais os negros, pardos, e pobres passaram.
O preconceito que talvez advenha das diferenças existentes e no desejo do homem de ser diferente, e da incapacidade do ser humano de não compreender as mesmas, faz mal a muitos e quando extrapolada a ponto de excluir, mal tratar e prejudicar o próximo pode se tornar uma violência, mais do que isso, um abuso social. A televisão que vende a imagem perfeita escolhe a dedo o negro que deve aparecer, quase sempre com traços finos e simetricamente perfeitos, escondendo os outros milhares que ficam escondidos, camuflados no preconceito, no anonimato e clandestinos. O sistema de consumo dita as regras, a mídia impõe a imagem ideal a ser comprada, e os telespectadores consomem para chegar à força e a aparência ideal. Aos que não se submetem, e que não podem participar desse sistema, ficam a margem, excluídos, mal tratados e oprimidos. Os dados de amostragem de 2013 do PME, IBGE, provam que casos como o Brasil que possuem 56% de sua população negra, veiculam em seus meios de comunicação, propagandas racistas de cunho sexual, que tratam a mulher negra como um produto de formas perfeitas apenas para o consumo. Pagam a estas, salários inferiores a de pessoas brancas que exercem a mesma função e com a mesma qualificação, quando em cargos de chefia e em outras funções. Os atos infames continuam existindo e sendo praticados, porém de maneira velada.

Este é o país da esbornia, o que vivemos, com uma diversidade cultural, social, estética e política rica e com um forte potencial qualitativo que tem tido como visão a desigualdade entre os pares há anos, e que paulatinamente tem tido avanços

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