Tenue

   Tatuam o corpo por um amor supremo a uma situação ou objeto; 
   Carregam lembranças de um estado de felicidade o qual, já não existe, além de recordações; 
    Tingem a pele, e são esboços, aquarelas que pontilham o esquadro extensão do corpo.
  Perseguem um tempo não mais presente que oculto resiste em memória dos que traçam linhas na epiderme; 
  Demarcam a pele na tentativa de alegrar ou ocultar momentaneamente enigmas que no interior muitas vezes cheio ou oco, perseguem o encontrável e o preenchimento que o amor traz. 
  Vislumbram o tópus da utopia, do prazer momentâneo do entorpecente e da caretice que por ora tenham buscado nas auroras soturnas que a vida vos doa;
São passageiros...
São humildes, singelos, são sensíveis, tocáveis, permeáveis ao som, ao tom, ao tempo e aos estímulos; 
   É apenas uma gente que sente, que se acomoda, que se adequa ao seu modo, que vive e espera, tentando, procurando, flertando com a passagem, com as coisas no mundo e do mundo...
   



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