Semimortos!

Eu lírica sentada no sofá, esperando o tempo, vc ai, ai distante, esquecida em algum lembrança boa...
Eu descalça, pensando algum Deus consolo q me faça ajuda, atravessamento, me teletransporte para meu destino.
Vc só Martha de meus pensamentos!
Mulher desvairada e louca desse nosso passado tempo!
Que se vai, escapa entre esses dedos longos que massageiam seus pés descalços...
Que procuram a areia, contemplar o sol, em sua partida
Aonde entrego flores de despedida.
E me deixa, deixa eu só com tua ajuda, palavra mútua
Que resiste em memória, entre lembranças obscuras.
Embriagar-mei de alguns versos e de suas cores, pintadas por Almodôvar, e vertida por Diego no corpo de Frida!
Mamã... seus braços madres são doces, doces abraços. que um dia sondei em outros braços, Michelangelo? A Santa , padroeira dos corpos pecadores e adoecidos, que já infecundos adormecem em teu colo, leito. "Pietá!".
Carrega em seus braços o filho de outra e abrigas em teu laico peito, auxiliador de meus pensamentos!
Que chora o menino negro vizinho perdido, adorador e ídolo de outros deuses que o viciam no pó sagrado e imaculado por aqueles que o outorgam Deus manipulador de seus pensamentos!
Assassino sangrento e violento que rouba sem culpa, com riso findo em seu rosto amargura o medo sagrado dos que habitam as periferias abandonados, ruas soturnas.
Semimortos!

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