Quando menina queria ser como Joana Darc,
O Camisa de Vênus com sua música, me fez apresenta-la.
Além de tudo ela era menina, rainha,
Santa, padroeira e chefe militar.
Me inspirava assim todos os dias,
Saia a rua determinada e convicta no queria me tornar.
Em um dia por acaso,
Assistindo a tv cultura vi Chico Mendes,
Companheiro de partido de Marina Silva,
Que moravam na Groenlândia petista,
Que me comoverá com seu testemunho De vida,
Onde Deus a curará.
Pensei... quero ser como ela, todavia já conhecida de Macabeia,
Que Clarice outrora me apresentara.
Encontrei tantas semelhanças,
De aparência, dor e sofrimento,
Que me fez identificar.
Cansei de tanto lamento.
Precisava mudar o tempo e
Já convertida ao evangelho,
A faculdade fui cursar.
Foi nos estudos de história da arte,
Onde descobri que aquilo tudo já não podia me ajudar.
A mulher do professor Gaffo,
Frida Khalo me apresentou.
Ela tinha rebeldia, e sofrimentos
Para falar de amor.
Rosa Luxemburgo a Cristã comunista,
Bolchevites, corajosa, então me inspiraria.
A fazer parte dessa causa, lutas de classe meu sinhô.
Os anos se passaram,
Nelas sobejavam rebeldia,
Que eu já achava desnecessária aquele tempo.
Então mudei de vida,
Troquei a calça e a camisa,
O sapato pelo tênis de listras,
Que me deu aparência de menina.
Me tornei tão realista,
Que já posso me casar. 
Assim como Dulcinéa, robusta e campesina,
formosa e aguerrida,
Aos olhos de Dom Quixote,
Que logo iria se apaixonar.
Eu seria então a mulher mais rica,
Elegante e bonita a que um fidalgo opulento iria sustentar.


Para uma eterna e infinitamente companheira e amiga, que partiu pela força da
Natureza, que foi muito maior que a nossa vontade de poder estar juntas.
Obrigada por tudo que me ensinou.
Tânia Regina Mainente.

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