Nomearam-me aquelas cores quentes
E alegres que vi.
Cores, de Almodóvar e Frida khalo.
Estavam expostas
Nas paredes, e nas memórias
Nos cômodos das casas, aonde quer que eu projetasse o olhar,
E em ti, quando te avistei rememorando...
Revivi alegorias de um tempo da natureza,
Era primavera, a beleza e singeleza representada nas flores,
Recordei de teus atos meigos, e de outros, gestos simples, uma cor quente que escorria em alguma vestimenta posta como adorno, que coloria o seu corpo.
Vertia no claro rosto, uma luz, que não era minha e nem dele.
Ante aqueles olhos grandes as sobrancelhas aduncas, lhe davam beleza e forma naquele instante.
Um flerte, raspava-me o olhar, lembranças que me tomavam, recordações de um dia no trabalho, lembranças póstumas tua.
E no horizonte a abstração da iris que brilhava pela emoção da esperança do novo, agora transformada em gotas d'água, e os campos pedindo que eu o adornasse com flores, boques de rosas e crisantemos...



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