E se ainda tivesses um amor
E se ainda tivesses um amor...
E se pudesse nele recostar-se antes de despedir-se e desaparecer na imensidão do céu, como fazem os pássaros que migram com outros para algum ponto a procura de outra estação?
E se voltasse a pulsar e o sangue novamente corresse em suas veias até as pontas dos dedos para que pudesse pegar o lápis e descrever o quanto amas a vida e as auroras ao seu lado, teu cheiro, estar com ele e poder vê-lo feliz caminhando pelas ruas e alamedas da cidade aonde moras.
Mas continuam a perecer, perdem as virtudes a cada esquina, a cada pronunciamento os desejos.
Deixam algo por fazer a cada dia, depois semanas, meses e anos.
As plantas a regar, pois já são tantas as violências, que continuam vos assassinando, vos matando, e nos matam silente e ocultamente.
Deixam algo por fazer a cada dia, depois semanas, meses e anos.
As plantas a regar, pois já são tantas as violências, que continuam vos assassinando, vos matando, e nos matam silente e ocultamente.
Em meio às vozes que brotam e vertem águas e sangue, das tentativas que já foram várias, que nem sabes como escapou, e ainda estas aqui para contar.
Mesmo velado os seus braços nem mais se entrelaçam tentando proteger-me, como outrora fazias e nas lembranças dos dias felizes que passamos juntos.
O que apenas restou e subsiste são opiniões destorcidas de homens fracos que julgam e sustentam-se no pouco de riquezas que possuem e que estas por acabar em algum momento desses, também como o seu cheiro e e nossas lembranças...
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