Nunca chega nossa vez!
Cangaceiro que apascenta o rebanho, filhos e sua Maria,
Que Amélia trabalha e que se fadiga na lida diária
Não teve e não tem direito a terra que maneja e peleja, que paupérrima, o enfraquece
E paulatina os acostuma;
Dos ciclos da Guiné aos da cana de açúcar, das minas de ouro aos do café;
São Marias e Josés; homens pretos, pardos, crianças pobres e muiés!
Dos flagelos da terra a imigração, são todos desterrados, que trazem memórias de solidão
Eram espanhóis, portugueses, franceses e holandeses,
Eram também japoneses, alemães, húngaros e libaneses,
Agora já são haitianos, bolivianos, chineses, chilenos e argentinos!
Quase todos tinos, nos olhos, nos traços, oriundos de alguma sentença;
Sem força, sem grana, trazendo somente esperança, chegam e arregaçam as mangas!
Desterrados e transferidos por força maior, contrário a sua vontade, pela imposição da natureza;
Denunciam um mundo acometido, flagelado por catástrofes, e por homens poderosos...
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