Aparto
Doce ventre que gera o feto que tarda a meses a espera do parto agora previsto.
Cresce ausente do mundo irrequieto, não afetuoso com o que protuberas em cerne no corpo ao recordar o ancestral que agora o observa
Vibra no ventre o filho prometido que aparecera agraciado por Deus e pelos anjos suspensos que soerguem a manjedoura baluarte no ar.
Seras em uma manhã silene previsto pelo sol aparente, em rota celeste variando as estações que passam e anunciam a sua chegada.
Aguardo o coração que pulsa valente alado do seio que alimenta o infante que deveras nascera.
Serás semente humilde como toda a gente, pronta e solidária que adora e ama e paciente espera e aguarda.
Entre o luso fusco do parto; socos; pontapés; pancadas que ecoam ao revés ressoando no feto a dor que outrora passaras.
A mãe escurecida do sol e entardecida na vida teme a hora bendita que estas perto e prevista e comunica o medo de quem o retarda.
O bolso semi nú, a prateleira vazia, a barriga ronca, me fez recordar algum infante faminto que ecoa gritos na madrugada, a mãe que o acolhe em seus braços e lhe da a mama que não é deira, nem leiteira, uma mãe acostumada a ser espera, a não ter leite e a se calar.
Não se esqueça de recordar mãe farta, que no banco ao lado a uma preta mãe, necessitada que aguarda o filho prometido que estais a gerar.
Cresce ausente do mundo irrequieto, não afetuoso com o que protuberas em cerne no corpo ao recordar o ancestral que agora o observa
Vibra no ventre o filho prometido que aparecera agraciado por Deus e pelos anjos suspensos que soerguem a manjedoura baluarte no ar.
Seras em uma manhã silene previsto pelo sol aparente, em rota celeste variando as estações que passam e anunciam a sua chegada.
Aguardo o coração que pulsa valente alado do seio que alimenta o infante que deveras nascera.
Serás semente humilde como toda a gente, pronta e solidária que adora e ama e paciente espera e aguarda.
Entre o luso fusco do parto; socos; pontapés; pancadas que ecoam ao revés ressoando no feto a dor que outrora passaras.
A mãe escurecida do sol e entardecida na vida teme a hora bendita que estas perto e prevista e comunica o medo de quem o retarda.
O bolso semi nú, a prateleira vazia, a barriga ronca, me fez recordar algum infante faminto que ecoa gritos na madrugada, a mãe que o acolhe em seus braços e lhe da a mama que não é deira, nem leiteira, uma mãe acostumada a ser espera, a não ter leite e a se calar.
Não se esqueça de recordar mãe farta, que no banco ao lado a uma preta mãe, necessitada que aguarda o filho prometido que estais a gerar.
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