Aos encantamentos e as coisas que nos surpreende
No meu jardim habitam tantos espinhos e cravos e hortaliças e uma variedade imensa de espécies de vegetais que já nem mais posso mais separá-los ou identificar quais estão já plantas, brotos e sementes.
Nessa procura constante de identificar as singularidades e diferenças das plantas, perdi o olhar para uma que pouco me chamou a atenção a primeira vista. Parecia simples demais quando observará em sua aparência. Eram cores claras que tranquilizam, mas não ofuscavam a visão. Era pequena em estatura com relação as demais e não trazia a princípio alguma forma mais ambivalente que me roubasse em primeiro momento a vista e a atenção. Exitei por segundos, dias, meses, até um dia recordar-lá por algum descaso passado em minha vida e por um convite ao mistério que ela proporá por sua simplicidade e ocultamento. Retornei ao jardim para ver se voltava a vê-lá. Ao chegar, lá estava ela, sempre aquela velha maneira. Agora então, retorno ao jardim todos os dias, sempre pela manhã, dando-a maior atenção. Já ela, como quem tem olho e vê, me percebe e recebe a visita, sempre atenta, e ereta com o sol que com seus raios a alimenta. Até assanhou-se e passou a ficar florida e a me desejar como a um manjar que alimenta. Agora sou só eu e ela. Como dois elementos que se compõem na natureza. Eu mais feliz em avista-la e ela mais robusta, formosa e bela.
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