No mundo dos sonhos, das nebulosas, pueira se transformaram em planetas, astros celestes aonde o sol ser faz rei.
Nas montanhas esverdeadas a relva são flores, lagunas e cachoeiras,
Animais se misturam, acasalam dando vida a paisagem que transmuta em cada movimento.
Ergo me a norte e a caminhos, estradas de terra, aonde insurgem cactos, graminías, janbuseiros e mangueiras.
Nas porteiras, cercas que limitam as passagens.
Os mataburros alastrando estradas estreitas, o sertão, caminhos de retirantes, boiadas, cabras e boiadeiros. Para os caminhantes apaixonados e inflamados de sentimentos de superação.
Aos que procuram resposta para as perguntas que ainda não encontraram, em dias de luta, trabalho e solidão.
Canta, cantador o canto do amor
Compõe mais uma canção, ainda que seja dos que foram e não retornarão.
Adorna de cores e flores, de casinhas de pau a pique, e joão de barro.
De Marias e Josefinas, Rosivaldos, Pedros e Paulos, quase todos nomes de influência
De uma certa religião, pagamento de promessas, lembranças de procissões.
Encanta compositor com pegadas no chão, perpendiculares demonstrando direção.
Ventos  e hitórias de labuta, migrantes, diásporas, regadas de vitórias, essa sua poesia que será transformada em canção.
Ilumina e encadeia os passos com palavras recitadas no movimento da vida, irrelugar, que para essa gente são desastres, que se vê e olha e já não se mede e nem se imagina.

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