A mulher das palavras sujas, líquidas, sólidas, derretidas, dissolvidas, das palavras vento, e ventânias, das palavras sopros, tormentas, e calmarias, e tantas outras coisas palavras, para alguns desgosto, para outros consolo, e para mim reforço, ainda que seja de crenças, ideias, e indolências. A mulher que humilhou os verbos, mesmo sendo eles, e os substantivos, adjetivos e advérbios, pilares de sua riqueza. A mulher dependente de palavras, que não vive sem falas, voz dos pensamentos, desabafo da alma, expressão sua. Palavra suada do desejo que atribula o espirito e transpira nas letras, e em sua testa, boca, poros! São apenas letras soletradas, vogais e consoantes, adornadas de acentos, vírgulas, travessões, são pausas. Retissências dos pensamentos, estado não violento da fala, anunciação, interlocução. Viviane Mosé você causou em mim de fato uma intensa comoção, no tilintar dos sons que proferes!
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