Ouvi dizer que ele era flamengo e que meu sorrir o encantava. Passei a observá-lo e disse ao homem que ao meu lado estava, acompanha:
Olha e vê quem doa rodas a vida que aligeirada passa, sorrateira e desapercebida!
Mensura os raios do sol que flui no final da curva.
Ele o tempo lógico que do horizonte vos acompanha projeta continuamente luz em minha direção, junto a canção que balbucias nos lábios.
Fertiliza aos homens e os ouvidos como colibris fertilizam flores, e o sémem o útero materno que gera raios e feixes de luz que abrem clareiras a sua onipresença, aonde não a mal que perdure, nem no tempo do inconsciente.
As palavras o qual entoas em tom brando e agradável abrem caminhos ao entendimento que agora iluminado, traz clarevidência ao ator solista que recita versos.
Entre portas e janelas, fendas se abrem ainda que tardias com vontade de beleza, ante reflexos nas paredes de sombras de orquídeas e violetas do jardim de vossa senhoria.
Por fim, tornas-te o que contemplas por efeito do muito imaginar; música, dança, harmonia doando equilíbrio ao outro, e a ti o direito a eternidade.
Como resultado tornas-te a mulher bendita, dama do dia, bem quiista e bem vista, desejada sutilmente, na sociedade aonde habitas e caminhas a passos largos, em meio a homens e mulheres lentos, alienados, incapazes de abstraírem a contemporaneidade do tempo em dias de desafetos, de ruminações, desumanização, abandono e desalento
Comentários
Postar um comentário