Alguém já te levou para salinha?
Lembrei-me daquele professor de artes que estava em cima do orelhão e foi derrubado pela polícia! Também tive essa experiência, e logo pensei, que decadência... Senti-me como um clandestino, daqueles que lutaram na história por algum objetivo. Sem paradeiro e nem identidade, eu contava os segundos, olhava as paredes brancas, que se tornaram ainda mais brancas, talvez fosse à luz, toda aquela claridade. A sala fechada, pessoas sentadas, e eu contávamos. Contava os segundos para assim sair não lesionada, ainda que no fim fosse penalizada. Lembrei-me da ditadura, que de tanto dizerem dura, por tantos outros hoje, tem se dito branda. Nem tive esperança. Pensei racismo, em injuria racial, pensei em geneticismo, mas enfim seria tudo normal. Acostumados já a isso se prestam o tempo todo. E isso é serviço. Hora com razão, tantas outras, não. Sem explicação, ainda que a racionalidade nenhuma exista nisso. A violência é simbólica e velada, e no fim quem pode manda e o de bom senso, ajuizado obedece.
Comentários
Postar um comentário