Acrobatas da vida,
Sentenciados a sofrer,
Equilibristas perenes,
Ruídos amiúde e que nos leva a sofrer.
Palavras duras em uma língua,
Incognoscível para quem conheceu você.
Mal alimento que tirá-te a força no dia.
Abandonando-te, vai pouco a pouco te enfraquecer.
E a vida sucinta,
Ligeira e finda,
Junto ao amor que se vai, corroí...
E se foi, e já não há mais,
E esta é a sentença.
O frio se torna o agasalho que esquenta.
E nas lembranças o dia laborioso amanhece.
A essa dura vida,
A vocês que chegam,
Só posso vos saldar.
Respiros, escapes, rastros instantes,
De fôlego que pouco a pouco desfalecem
No trabalhoso dia,
Ainda que na esperança
De um novo brilho nascer,
A presença amiga,
O ar úmido da noite que insurge
E nos acolhe em seu silêncio que
Se inicia no fim dos ruídos que acalmam seus gritos,
Silenciando-se ao entardecer.
Ver-te apenas, a lua que brilha,
E o silêncio que nos leva a refletir a existência.

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