José e Maria

Veio serpentiando como vem despretensioso o rio de sua nascente, transpondo obstáculos e cadeias de escarpas 
iam dos lugares mais íngremes aos amontoados de pessoas que estavam a diante.
Como um fio d'água jorrava miragens, gerando refração na atmosfera, até tornar-se imponente.
Superou estorvos naturais até a distância de um tiro de pedra, que parecia proposital e,
Raspando o olhar oblíco seguia despreocupada em meio aos indivíduos que ali estavam segurando em uma das mãos o celular ao pé do orelha.
Esbaforida, caminhava e esguiava-se dos que talvez fossem o objeto que 
a atrairá até aquele local.
Mirei seus olhos o mais fundo que pude, que ante as lentes dos óculos aparecera em uma fração de segundos que não passou de dois, e logo depois desaparecera, como o rio que desaparece na imensidão do mar.
Rodopiava como uma bailarina em busca de algum lugar  propicio aonde pudesse se sentir mais segura, como quem foge de algo que o incomoda e encontra em poucos lugares o descanso e repouso.
Seria o banco da praça, que teria atraído até aquele local?

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