Aos braços que não vi
Ao qual não me envolvi
No ritmo, me perdi
Sai da dinâmica
Sofri, me desiludi
Você eu quis para mim
Não obtive. Esqueci...
Era só um momento
Só um instante
Só um flerte, nada constate
Eu não podia ir tão longe.
O temor me deixa itinerante.
Quiz saber se era capaz de induzir.
De fazer o outro me amar.
De alguém comigo se importar.
Sou blasé, sou dor, sou tristeza, também amor.
Estou cansada, preciso me recompor.
Preciso mesmo é de amor.
E que venha de quem também amo.
Ainda que seja, desencanto, tristeza, pranto.
Pus a mão no fogo e me queimei...
Ainda dói!
Ficou ferida. Cicatriza! cicatriza!
Não preciso mostrar fortaleza.
Não preciso ser quem eu não sou.
Não preciso ter medo, não!
Vou amar, decidi vou amar.
As coisas vis vou amar, as feias
As desprezíveis, pobres, as rejeitas.
Vou amar o sujo, o pobre o absurdo!
Vou amar, vou jorrar...
Sim vou...
E vou cantar a vida é um moinho, e também a canção do amigo
Porque eu ainda tenho um pranto
Ainda tenho um canto.
Porque que ainda me amo.

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