"Para um grande amigo, de infância"

Daniel é Esperança.
Mistura, simbiose,  adulto e criança.
A rebeldia da infância.
A intolerância para com a ignorância.
O broto da inocência.
O choque com a crença daqueles que pra si querem o tudo.
Que desprezam os oprimidos, que os vêem como mais fracos, derrotados, desvalidos.
Queria pouco, queria a bem aventurança, sonhos de criança.
Cansei do cotidiano, busquei o mundo.
Por que me chamava moço, e também me chamava estrada, viagem de ventania.
A prancha me socorria nos dias de verão.
O skate para os dias de solidão.
O violão para as noites de luar, e a lembrança do tempo de lutar!Lutar pela independência.
Pela libertação das cadeias da mente.
Queria amigos pra jogar bola, os amigos lá de perto da escola. Amigos, amigos da velha escola.
Amigos antigos, amigos de agora.
Amigos pra contar história.
Pra refletir o dia que já se vai embora, na esperança que não sejas mais como outrora.
O desbravar foi meu grito, à noite o frio, às vezes meu abrigo.
A mochila o companheiro das estações.
Mas de tudo, não desisti, ainda que todos os dias fossem dias de luta.
Não desisti, e o meu grito é esse, nunca desistir, nunca se desfalecer, nunca desvanecer.

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