Pobre, pobre de marre deci


Sou pobre, de marre e também de deci.
Sou pobre nos gostos, nas vestes, nos pedidos,
Sou pobre no verbo, na alma. Assim me sinto!
Mas um dia descobri, que bem aventurados eram os pobres.
Feliz de mim !
Para alguma coisa servi, ainda que seja para ser tão pobre assim.
Minhas raízes, Ah! vem tudo dai.
Da mistura do pobre do preto e do pardo, assim nasci.
Do horror as minhas raízes, me subverti.
Agora canto feliz.
Não é um canto lírico, nem um canto grupado.
És apenas um canto, um canto meio caiado de quem aprendeu que a vida é bela.
É um canto repente de quem improvisa diante de gente, e da miséria.
Quero então as ruas cálidas de gente, e que sejam assim como eu.
Quero os bairros bucólicos, desses iguais a mim.
Quero novos amigos para dividir o que de melhor aprendi.
Quero mesmo apenas ser feliz.
Ter a minha família unida, ter ela assim bem perto de mim.
Me sentir viva, eficaz, amiga, útil e nada mais.

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